Xerox Star 8010 Small
O projeto de Engelbart foi rapidamente aceito pela Xerox em seu centro de desenvolvimento de novas tecnologias em Palo Alto (PARC). O uso do dispositivo foi explorado em seu microcomputador pessoal chamado Xerox Star, que tinha uma interface gráfica com o usuário. O Star era realmente revolucionário, mas isso é assunto para um outro dia… Voltemos ao mouse.
Trago mais um fato curioso da história da computação.
Espero que todos gostem e façam seus comentários o Blog.
Como
todos já devem saber a geração dos seus pais é de uma época a onde não existiam computadores
e todos os cálculos deveriam ser feitos como de costume: na mão. Os
computadores chegaram e começaram a fazer contas como nenhum ser humano
jamais conseguiu fazer, e hoje a maioria dos jovens como vocês não
consegue sequer efetuar uma soma com quatro dígitos sem usar a
calculadora. Preguiça aliada à tecnologia!
No início, para usarmos um computador, precisávamos compreender o seu método de funcionamento e dar ordens predefinidas por meio de um terminal, usando o famoso prompt de comandos. Isso tornava o computador uma ferramenta que poucos sabiam usar.
Com
a popularização do uso de microcomputadores, a forma de interação teve
que se tornar um pouco mais leve e intuitiva, e é aí que entra o nosso
personagem principal da coluna de hoje: O MOUSE.
Imagine-se hoje utilizando um computador sem mouse, touchpad, trackball, joypad ou
qualquer outro dispositivo apontador. Todos devemos fazer idéia do
martírio que seria usar um computador atual sem um facilitador como o
mouse. E é aí que toda a história começa…
Em 1964, o pesquisador Douglas Engelbart
da Stanford University pensou em desenvolver um dispositivo que
facilitasse o uso de equipamentos com sistemas de janela, os chamados
WIMP (Window Icons Menu Pointer). Surgiu então o primeiro protótipo, que
foi batizado de “XY Position Indicator For A Display System” , e que vemos na foto abaixo:
Percebam que pela foto, o dispositivo realmente parecia um rato, inclusive tendo o rabinho
cabo saindo pela parte de trás. Mais tarde, o ponto de saída foi
substituído, pois o usuário frequentemente prendia o cabo com o
cotovelo, o que incomodava um bocado.
Outra coisa que percebemos foi que no primeiro protótipo não existia a tradicional “bolinha”, que nos acompanhou por muitos anos. No lugar dela, engrenagens que atritavam sobre a superfície propiciavam o movimento do cursor na tela.
Um fato interessante é que o projeto foi negado pelos executivos da Xerox, que não acreditaram que um periférico chamado “rato” não daria certo. Quem estaria interessado em ter um “rato” morto em cima da mesa? Era uma idéia no mínimo nojenta!
Interessado nesse novo método interativo, em 1979 o jovem Steve Jobs e sua equipe da Apple foram devidamente autorizados pelo alto escalão da Xerox a legalmente “surrupiar” as idéias do Star. Essa troca de informações entre a Xerox e a Apple permitiu à última lançar em 1983 o primeiro microcomputador com interface gráfica a ser comercializado: o LISA.

O fim dessa história todos já conhecem, pois o mouse evoluiu, perdeu o rabinho e a bolinha (não me levem a mal, jovens de mente suja) e ainda hoje reside sobre nossas mesas e nenhuma mulher até hoje subiu na mesa com medo desse nosso simpático ratinho eletrônico.
Agora, de uma coisa eu tenho quase certeza: algum executivo da Xerox deve chorar copiosamente a cada vez que se depara com um mouse
e lembra que a empresa jogou fora um projeto que poderia ter rendido um
grande invento.




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